As pequenas e médias empresas fundadas por mulheres estão entre as
mais inovadoras, avançadas tecnicamente e bem-sucedidas. A conclusão vem
de um estudo encomendado pela Microsoft ao The Boston Consulting Group,
consultoria internacional em estratégias de negócio.
Segundo o estudo, feito com mais de 4.000 pequenas e médias empresas de vários países, em mercados emergentes, entre os quais o
Brasil, a receita das empresas fundadas por mulheres é, em média, 40% maior do que as criadas por homens.
De acordo com a pesquisa, este cenário deve-se, principalmente, ao
fato de as mulheres apresentarem maior inclinação a terem um site da
empresa, páginas em redes sociais e ofertas online, como lojas e portais
de cliente.
A diferença é mais forte nos mercados emergentes. Na Índia, por
exemplo, as empresas pesquisadas que foram fundadas por mulheres são 1,5
vezes mais propensas a serem líderes em tecnologia.
“Foi constatado que as pequenas e médias empresas que usam tecnologia
e são lideradas por mulheres têm potencial alto de crescimento”, diz
Victor Gureghian, diretor comercial de pequenas e médias empresas e
distribuição da Microsoft Brasil.
No entanto, em muitos países as mulheres têm menos
acesso do que os homens à educação e à tecnologia que as ajudariam a serem contratadas por empresas ou a começarem o próprio negócio.
Na maioria dos países, as mulheres perdem para os homens em educação,
salários e acesso à tecnologia. Em todo o mundo, 25% menos mulheres têm
acesso à internet e 21% são menos propensas a terem um telefone celular
do que os homens, segundo o estudo.
Entre as mais de 4.000 empresas pesquisadas, foi feito um inventário
dos recursos de tecnologia da informação de cada uma. Isso inclui
computadores pessoais e ferramentas de produtividade; ferramentas de
conectividade, como acesso à internet e uso de tecnologia móvel;
presença online e o uso de redes sociais; e o uso de ferramentas
empresariais, como serviços baseados em nuvem.