Assim como a primeira casa de religião no Brasil foi fundada por mulheres, a Assobecaty (Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá) é dirigida, com muito orgulho, há 68 anos por mulheres negras, um trabalho que iniciou em Pelotas pela Mãe Quina de Yemanjá. Tendo como objetivo maior preservar o nome da religião de matriz africana, a entidade vem buscando o respeito por todos os segmentos da sociedade.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
terça-feira, 7 de julho de 2015
India Neusa Alziro da aldeia Pananbizinho da cultura Guarani Kaiowá Mato Grosso do Sul e Mãe Carmen de Oxalá um encontro de povos originárioss.
Encontro Temático Nacional - A atuação das mulheres na Construção da Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional - 8 e 9 de Julho de 2015 - Porto Alegre no Hotel Plaza São Rafael.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
JULHO chegou cheio de novidadinhas !!!!!!!!!!!!!! O registro do 1º Casamento Religioso na ASSOBECATY será transmitido na TVE PROGRAMA NAÇÃO
Nesta sexta, o Programa Nação TVE vai contar a história de Luiz Gama e Luisa Mahin.O programa mostra a trajetória do advogado e jornalista Luiz Gama, um escritor renomado e um dos maiores abolicionistas do país.
No quadro Nação em Movimento:
O registro do primeiro casamento religioso com efeito civil realizado pela ASSOBECATY terreiro em Guaíba, região metropolitana de Porto Alegre/RS. Estará em Rede nacional através da TV Brasil e nos quatro países africanos que tem a limgua portuguesa oficial são eles Cabo Verde,Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Ayrá: o manto branco da justiça
Há quem diga que ele, o jovem guerreiro do branco e do fogo, seria uma qualidade, outra forma de expressão ou manifestação do orixá Xangô. Outros afirmam que Ayrá, mesmo salvaguardando características idênticas a Xangô, seria um orixá à parte, uma energia independente a serviço da justiça em prol da humanidade.
Os terreiros da Bahia, em destaque o Ilê Axé Iyá Nassô Oká, cultuam Ayrá junto a Xangô, numa espécie de amálgama que poderia traduzir o primeiro como uma qualidade do segundo. Tanto assim que hoje, dia 29 de junho, dia de São Pedro dos católicos, os atabaques da Casa Branca (como também é chamado o Iyá Nassô) tocam e muitos dizem: “vou lá no Engenho Velho assistir Xangô Ayrá dançar. Tenho que ir de Branco”.
Sem necessidades de polêmicas em torno do que foi dito antes, mais importante é festejar, cultuar e preservar a presença viva desta entidade entre nós. A festa pública do 29 de junho da Casa Branca é para Ayrá Intile, o Ayrá que desafiou o rei Obatalá, tornando-se o seu filho e súdito posteriormente. A quem fale do Ayrá Osi, aquele que tem fundamento maior com Oxoguian, que veste branco como o rei de Ejibô, e como o jovem imponente Oxalá, é ferozmente guerreiro e justiceiro. Também, existiria o Ayrá Ibonã, o dono do fogo, amante da energia escarlate das labaredas, apesar de só se vestir de branco; o que adora a fogueira como seu irmão ou matriz espiritual Xangô.
A festa de gala do patrono dos terreiros nagôs
Candomblé é uma religião que imprime mistério e beleza. A galhardia traduz-se em cânticos, ritmos, vozes, danças, perfumes, indumentárias, adereços, gestos, corpos, sincronias, silêncio… Os deuses tocam a alma e o corpo da gente. Aliás, eles, os deuses, tomam posse da nossa consciência nos emprestando, por instantes, a grandeza mítica deles. Na Casa Branca a tradição desfia-se emoldurando ensinamentos seculares e adeptos e assistência reverenciam os motes civilizatórios africanos aqui chegados e ressignificados por muitos negros brasileiros. A religião cumpre o sentido de integrar familiares que praticam a fé nos orixás.
Ayrá dança no corpo de sacerdotisas como mãe Val e ebomy Márcia – outros Xangôs retroalimentam-nos do Fogo Sagrado. Todos se vestem de branco para celebrar Intile – o orixá patriarca do antigo Candomblé da Barroquinha, que deu origem à Casa Branca, e se chamava Ilê Axé Ayrá Intile, de acordo a pesquisadores como Vivaldo da Costa Lima e Renato da Silveira.
Esvoaçam-se ochês e tecidos brancos, manto sagrado do Senhor da Justiça, ao som do alujá, arrepiando a pele humana que revive os mitos que sustentam nossa memória ancestral.
A família Casa Branca é patrimônio em movimento do Candomblé no modelo jeje nagô, instituiu-se noEixo celeste, ou seja, entre as três casas mais destacadas quando o assunto é candomblé ketu-nagô. As outras duas são o Ilê Omi Axé Iyamassê, conhecido como Gantois, e o Ilê Axé Opô Afonjá.
Ayrá dança ao lado de Oxoguian, de Oyá, de Barú, Afonjá, Ogodô, Aganju, Ogum e carrega Oxolufã nas costas, transportando o pai que é o rei elementar na condição de orixá que Ayrá traduz: inspirado pelo funfun.
O atabaque toca para ressoar em nossa emoção. Os clarins, os foguetes, o cheiro da fogueira da noite anterior. Às vezes a mais pura alegria, outras vezes alguma tristeza e mais o sentimento de missão cumprida por realizar esta festa em nome do grande patrono.
Saudade
Neste “29 de junho” Ogum deixa a Casa Branca imersa na profunda saudade. Duas grandes damas se foram, duas iyalorixás que estavam entre as mais antigas daquele terreiro: mãe Antonieta e mãe Cutu, ambas filhas de Ogum e cumpridoras de uma vida em prol dos ensinamentos que sustentam a nossa fé e nossas práticas religiosas. Senhoras da negritude que perfila este lugar chamado Salvador.
Mãe Cutu era Iyá Dagan da Casa Branca e Iyalorixá do Ilê Axé Tony Solayo, enérgica liderança que muito ensinou sobre luta e resistência e lega uma herança espiritual inefável que pode ser sentida em sua filha adotiva Cristina e em todos que tiveram suas mãos e palavras de sacerdotisa. Nesta manhã de 29 de junho de 2015, o chão recebe o corpo sagrado desta mulher e o céu, nosso Orun, recebe o espírito da guardiã que carregava no ori um dos mais impressionantes “Ogum” que nossos terreiros conheceram.
Quem tem amor pelo Candomblé sabe da falta que aqui se desenha sem capacidade de exatidão.
No mais: Kawô Kabiesile!!!
Marlon Marcos é poeta, jornalista e antropólogo
Correio Nagô
domingo, 28 de junho de 2015
Morre Mãe Cutu, ebomi do Terreiro da Casa Branca
O Ilê Asé Iyá Nassô Oká (o Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho) anunciou neste domingo, 28, o falecimento da Ebomi Margarida Nair da Anunciação (Mãe Cutu de Ogum), uma das mais antigas e respeitadas religiosas daquela Casa, considerada o mais antigo terreiro de Candomblé Ketu do Brasil e tombado pelo IPHAN, há mais de 30 anos.
Mãe Cutu, que liderava o Ilê Asé Tony Solayo, terreiro fundado na década de 1980, em Mussurunga, faleceu por volta das 9h30, deste 28 de junho.
“Que Orun lhe receba em festa e alegria como sempre se mostrou em vida”, pede a nota divulgada na fan page da Casa Branca.
Diversos religiosos do Candomblé utilizaram seus perfis na rede social para lamentar a morte: “Tristeza e consternação pela perda dessa grande mulher negra, senhora mantenedora do nosso patrimônio afrobrasileiro. Mãe Cutu será sempre uma bem lembrada entre nós. Que o orum a receba com as honras devidas pela grande dama do Candomble que ela foi no aiye!”, escreveu a educadora Lindinalva Barbosa, ebomi de Oyá do Terreiro do Cobre (Engenho Velho da Federação).
Ainda segundo informação da Casa Branca, o sepultamento será às 11 horas, no cemitério Bosque da Paz, em Nova Brasília. Um ônibus sairá às 8 horas da Casa Branca (Avenida Vasco da Gama, n.463-Salvador).
Da Redação do Correio Nagô
quarta-feira, 24 de junho de 2015
sábado, 18 de abril de 2015
RESPOSTA MAE CARMEN OXALA - PERGUNTA ENVIADA à SEPPIR - ENCONTRO COMUNICADORES MÍDIAS NEGRAS
SEPPIR - Imprensa (seppir.imprensa@seppir.gov.br)
17/04/2015
Para: assobecaty@hotmail.com
Prezada Mãe Carmen de OxaláEncaminhamos, a seguir, a resposta à sua pergunta - que nos foi enviada por ocasião do encontro entre a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Nilma Lino Gomes, e comunicadores de mídias negras, no dia 8 de abril deste ano. Infelizmente, não foi possível responder ao vivo a todas as perguntas que recebemos, motivo pelo qual estamos enviando sua resposta por email.
Agradecemos a sua participação e suas contribuições, que consideramos fundamentais para a promoção da igualdade racial.
Assessoria de Comunicação Social da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
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Pergunta: Quais as iniciativas previstas em sua pasta para retomar o eixo das concessões públicas de cotas comunitárias para as comunidades afrodescendentes?
Mãe Carmen de Oxalá - Revista Conexão Afro
A Seppir é a favor da democratização da comunicação e considera que a produção de conteúdos – sejam eles informativos, culturais, artísticos ou educativos – é muito importante para estimular e promover o acesso à informação. Nesse sentido, a comunicação comunitária cumpre papel relevante, à medida que proporciona a divulgação de informações e valores de públicos diversos, e não apenas de determinados segmentos da sociedade. Com base nisso, consideramos oportuno e necessário o debate, assim como iniciativas de articulação e negociação junto ao Ministério das Comunicações, na perspectiva de ampliar a inserção do movimento negro no espectro das concessões públicas de rádio e TV comunitárias.
